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Obsessão: Invigilância do médium

Autor: Sandra Portella

A mediunidade sempre existiu e toda a base espírita principiou na atitude de observância do fenômeno mediúnico, evidenciado com o critério científico e obedecendo o sistema universal da lei do progresso, o exercício do livre-arbítrio entesourando o ser humano às conquistas nas sucessivas experiências reencarnatórias.

O intercâmbio mediúnico a partir da intuição e da emissão mental dos seres humanos o habilitou perispiritualmente, desta forma, o espírito reencarnante seguiu como aprendiz do uso das energias espirituais, extraindo elementos do fluido cósmico universal a fim de elaborar e aperfeiçoar seus mecanismos de expressão e de comunicação. Com o tempo, ondas de seus pensamentos criando laços vibracionais com espíritos (encarnados ou desencarnados), que tinham ideias semelhantes, trouxeram o significado e o valor da sintonia no planeta terra.

Os médiuns são intérpretes do ensino dos espíritos, porta vozes das experiências (circuitos materiais e espirituais baseadas nas leis de Deus) dos mesmos e, portanto, desempenham um papel importante na transformação moral de si mesmo e da sociedade em que vivem através da mente (orientadora das necessidades evolutivas), favorecendo projeções e envolvendo pessoas em campos energéticos.

Em tempos atuais, muitas vezes, sobre a invigilância do médium e a geração do processo obsessivo, valores pautados pelo mesmo durante sua vida poderão lhe trazer perturbações cotidianas, já que a sintonia espiritual se dá pela frequência mental.

Se a mediunidade é uma aquisição evolutiva que sintoniza o Espírito com outras dimensões, os seus pensamentos, criando laços vibracionais, podem atrelar-se a emoções desarmonizadas, desencadeando sentimentos e emoções primitivas. Eis a questão da invigilância.

A obsessão é a influência de um ou mais espíritos que subordinam ou tentam fazê-lo a outros espíritos prejuízos materiais, psíquicos ou espirituais e muitos dos comportamentos humanos podem advir de emanações psíquicas de espíritos de uma categoria moralmente inferior.

Todo espírito que pretende influenciar outro negativamente estará em frequência motivacional pela estrutura mental, o que se dá pela condição de grandes núcleos de Complexos cercados por paixões, culpas e ódios, provocando desordens psíquicas sérias.

As situações mobilizadoras de energias, fomentando a vítima ao estado de ridicularização, constrangimento, delírios da imaginação, desenvolvem uma mente paralisada no seu trato evolutivo.

Viver e entender as questões morais e seus espectros éticos como médiuns significam compreender, a partir da consciência corporal, que é o reservatório do psiquismo, bem como reconhecer os processos obsessivos associados ao entendimento profundo de si mesmo com a clareza racional sobre o motivo destas influências; e levam o reencarnante a um salto evolutivo.

Exercícios, como compaixão, perdão, calma, reconhecimento dos processos obsessivos, entendimento profundo de si mesmo, amenizam e reorganizam o ser humano em sua jornada evolutiva em frequência divina com o criador.

Quando o personagem naturaliza a mediunidade, vive com os espíritos como coadjuvantes de seu próprio crescimento e afasta, significativamente, os medos, os desestímulos sobre a vida e os pensamentos negativos de qualquer ordem.

Desta forma, abrir o coração para viver a imortalidade instrumentaliza todos os espíritos a se calcarem em valores diferenciados como solidariedade, compaixão e valorização da vida, preenchendo a consciência de ideias positivas e fortalecendo a vigilância para um campo de alta frequência trazendo saúde psíquica e corporal.

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